Uma nova gravadora, chamada DigSin,
promete acabar com os padrões das demais empresas musicais. Ela quer
divulgar as músicas dos artistas de uma forma inusitada, promovendo o download gratuito das faixas através de seu próprio site, para que você "aproveite música de graça a partir de 2012".
As
canções serão vendidas normalmente no iTunes e terão stream no Spotify.
Mas, segundo Jay Franks, dono da empresa, existirão links para download sem custos no site da gravadora, que será financiado por anúncios e publicidade, de acordo com o site The Next Web.
Em sua página no Facebook,
a DigSin diz que acredita "no incrível talento de nossos artistas e
queremos compartilhar a músicas deles com você. Estamos comprometidos a
entregar as melhores novas músicas para os fãs, de graça".
Para
Jay, é mais importante conhecer mais informações de quem está ouvindo
determinada música do que ganhar dinheiro com cada um deles, apesar de
admitir que as publicidades darão dinheiro.
Nesta segunda-feira
(30/01) a 1ª música da gravadora foi lançada. A cantora NNXT, de
electro-pop, será a estreante da DigSin. Sua 1ª música, chamada DRNK
TXTNG, já está disponível para download.
fonte: olhar digital
Viram? dá pra ganhar dinheiro, se adaptar ao novo modo...
Atualização: Eu lembrava que alguem já tinhe feito isso, foi a Gravadora Trama Virtual, que está de parabéns assim como a digsin
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Março Negro #StopCensura
Vamos apoiar gente, esta é uma campanha do Grupo Anonymous, que ao contrario do que o jornal disse não é um grupo de hackers malfeitores que quer vandalizar a internet. Eles estão mais para guerreiros da liberdade, então devemos apoiar esta campanha, não por eles, mas por nós mesmos.
Se você pensa “mas o sopa/pipa/acta/pqp nem vai afetar a minha vida...” não se iluda, vai sim. Vai alterar a vida de todos que usam internet, seja por que você tem um blog e não vai mais poder escrever qualquer coisa e usar uma foto encontrada na net pra ilustrar (seu blog pode sair do ar se falar sobre um filme e você usar o cartaz deste pra ilustrar o post). Se você não escreve mas lê blogs se prepare para perder isso também.
Todo o dinamismo que a internet proporciona vai morrer com essa censura sem sentido que só servirá como uma tentativa frustrada de encher ainda mais os bolsos das grandes gravadoras/produtoras. Eu digo “frustrada” porque eles só vão conseguir infernizar a gente, mas não vão ficar mais ricos, pois quem realmente pirateia não compra, e muitas vezes por ter acesso a uma copia ilícita buscamos o licito, a exemplo de Tropa de elite e Wolverine origens, 2 filmes que foram sucesso de pirataria e bilheteria.
Exemplo também visto na literatura, a exemplo do Paulo Coelho como vimos no post anterior, que teve um numero de vendas astronômico na Russia depois de liberar uma versão em e-book grátis no seu site.
Então eu peço, divulguem a campanha curtindo ela no facebook, copiem a imagem acima e postem em seus blogs, twitters, divulguem a amigos como puderem. Vamos fazer diferença no mundo agora, ajudem a escrever um capitulo importante na nossa historia, ou no mínimo não deixar que escrevam mais uma pagina negra nela.
Até mais e obrigado pelos peixes
(aproveitando em quanto eu ainda posso usar como jargão o nome de um livro)
domingo, 29 de janeiro de 2012
O escritor mais inteligente do mundo...
O brasileiro Paulo Coelho não tem qualquer problema em ver seus livros serem pirateados e frequentemente disponibiliza links para suas obras em sites de compartilhamento de arquivos. Quando descobriu que o Pirate Bay estava promovendo artistas que gostavam de ter suas obras no maior site de torrents do mundo, ele gostou da ideia. E hoje, em vez do famoso barco pirata, há uma foto de Paulo Coelho, que leva para o seu blog. Lá ele explica:
Assim que descobri o que o Pirate Bay estava promovendo, decidi participar. Vários dos meus livros estão lá, e como disse no meu post anterior, O que penso do SOPA, as vendas físicas dos meus livros estão crescendo desde que meus leitores começaram a postá-los nos sites P2P. Você está convidado a baixá-los de graça e, se gostar deles, compre uma cópia física — esta é a maneira que temos de dizer à indústria que ganância não leva a nada.Sim, é claro que Paulo Coelho, depois de ter vendido 140 milhões de seus livros em basicamente qualquer língua (provavelmente em élfico também) já não é afetado pela pirataria, e é possível crer que ela serve inclusive como uma forma de divulgação do seu trabalho. Em um post anterior, ele contou uma história bem interessante que ilustra o seu pensamento sobre:
Em 1999, quando eu fui publicado pela primeira vez na Rússia (com uma tiragem de 3.000 cópias), o país estava sofrendo com uma severa falta de papel. Por acaso, eu descobri uma edição “pirata” do Alquimista e postei na minha página. Um ano depois, quando a crise foi resolvida, eu vendi 10 mil cópias da edição impressa. Quando chegamos a 2002, eu tinha vendido 1 milhão de cópias na Rússia, e hoje já vendi mais de 12 milhões. Quando viajei de trem pela Rússia, encontrei várias pessoas que me disseram que primeiro descobriram sobre a minha obra através daquela edição “pirata” que postei no meu site.Ajuda, é claro, o fato de Paulo Coelho ter uma obra relativamente grande. Se você gostou de um livro, pode comprar outro, e ele é bastante conhecido/distribuído — a lógica pode não funcionar muito bem com autores iniciantes. De todo modo, o escritor superstar tem razão em discutir a criminalização do download — é impossível saber qual a intenção de alguém que baixa algo protegido por direitos autorais. Há vários estudos mostrando que pessoas que baixam muita música “pirata” são justamente os maiores compradores, e temos mil exemplos de gente que compra boxes de séries depois de começar a assistí-las com a ajuda de Legendas.TV e Pirate Bay. Em resumo: o “prejuízo” da indústria e dos autores com todos os downloads é muitas vezes vastamente inflado.
Mas isso não significa que devemos achar que tudo gratuito online é um direito das pessoas, ou que a arte não será mais remunerada como era antes, que músicos só tem que ganhar dinheiro com shows e etc. A pirataria nunca vai acabar, mas ela certamente está de várias formas sendo enfraquecida, não apenas por leis mais rígidas, mas pela entrada de maneiras legítimas, mais baratas e práticas de consumir esse tipo de conteúdo. Nós voltaremos a esse assunto mais pra frente, mas enquanto aplaudimos a bravura do autor de O Aleph, queremos saber da opinião de vocês. Se você tivesse escrito um livro, gostaria de tê-lo no Pirate Bay?
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Será que o Sr. Paulo Coelho, o imortal da academia brasileira de letras consegue servir de exemplo? Será que a indústria vai reparar no exemplo de um dos escritores que mais vende no mundo? Esperamos que sim.
Em quanto isso na salinha dos fundos do Almoxarifado: Tiu Lobo, Tati e Trix preparam algo pra defender a internet (a idéia partiu da pergunta do leitor R.S.M.no post anterior) aguardem.
Até mais e obrigado pelos peixes...
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Você achava que SOPA e PIPA eram ruins? Conheça o ACTA, acordo internacional que promete limitar a internet [com video]]
Recentemente os projetos de lei antipirataria SOPA e PIPA, que dariam a criadores de conteúdo um poder absurdo sobre a internet, entraram na pauta do mundo inteiro depois que diversos sites fizeram blecautes em protesto. Porém, uma ameaça mais insidiosa está se espalhando, de maneira menos barulhenta: é o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), que quer implementar propostas semelhantes às da SOPA e PIPA no mundo inteiro.
Foi legal ver o mundo inteiro se juntar à luta do pessoal dos EUA contra uma lei que tinha várias propostas muito erradas. Mas no fim das contas a SOPA e PIPA, mesmo podendo afetar sites de todo o mundo, eram leis americanas. Ninguém teria direito a usar tais leis fora dos EUA, fora da jurisdição americana.
O ACTA, no entanto, é um acordo internacional: ele estipula duras regras sobre direitos autorais, e se preocupa apenas com os detentores de copyright, cujos abusos não serão coibidos. Há pouco que usuários e consumidores podem fazer contra ele, e não só na internet: o foco do ACTA é a pirataria digital, mas cobre também a pirataria física.
Em seu ponto mais polêmico, o ACTA explica o que provedores de acesso e a polícia devem fazer para “prevenir” e impedir a pirataria, envolvendo até mesmo desconexão forçada de quem piratear pela terceira vez. Isto, obviamente, significa que seu provedor teria que monitorar tudo o que você faz na internet. Lá se vão a privacidade e a liberdade na rede.
Os EUA vêm discutindo o ACTA com outros países em segredo, a portas fechadas, desde pelo menos 2007, sem qualquer envolvimento de organizações civis – elas só puderam ver o texto finalizado. (Antes disso, no entanto, documentos do ACTA vazaram mais de uma vez.) Diversos países já assinaram o acordo: Canadá, Coreia do Sul, Japão, Marrocos, Cingapura, Austrália, Nova Zelândia e, claro, os EUA. O México e países da União Europeia também poderão ser signatários até 2013.
Esta semana, a Polônia prometeu entrar no ACTA, o que motivou protestos nas ruas contra a medida: manifestantes com adesivos tapando a boca, máscaras de Anonymous e cartazes protestavam em frente a um escritório da UE. Além disso, desde domingo alguns sites locais saíram do ar depois de serem hackeados. Mesmo assim, a Polônia assinou o ACTA, tornando-se o primeiro país da UE a fazê-lo. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento e pelo presidente.
Os EUA querem empurrar o ACTA para outros países, oferecendo em troca vantagens comerciais, mas o Brasil já avisou: não vai fazer parte. É o que Kenneth Félix Haczynski, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual do Itamaraty, disse ao Estadão. E mais: “os Brics não participaram [da discussão do Acta], assim como nenhum país sul-americano”. Ou seja, grandes países como Rússia, Índia, China e toda a América do Sul estão fora. Infelizmente, isso não quer dizer que o Brasil ficará livre das pressões pró-ACTA.
Você pode encontrar mais informações sobre o ACTA no vídeo acima (com legendas em português), nesta reportagem do Estadão e no site www.stopacta.info. Comprometer liberdades civis para combater a pirataria de forma antidemocrática é algo que não podemos aceitar.
Até mais e obrigado pelos peixes!!!
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